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Ibiapaba recebe Comitê Itinerante da Seca e debate segurança hídrica
Seg, 13 de Novembro de 2017 19:43

Agricultores sugerem construção de pequenas barragens e mais atenção com o meio ambiente para não perder os recursos hídricos que correm em direção ao açude Jaburu, único reservatório estadual da Serra da Ibiapaba


A população de Ubajara recebeu na última segunda-feira (13) o Comitê Integrado de Convivência com a Seca. O colegiado presidido pelo secretário do Desenvolvimento Agrário Dedé Teixeira apresentou o balanço das reservas hídricas da Serra da Ibiapaba e as perspectivas de chuva para o próximo período chuvoso. "Vamos sair desses seis anos de seca com a certeza de que aprendemos a conviver com a seca", avaliou a deputada estadual Miriam Sobreira.

Essa foi a nona reunião do Comitê Itinerante de Convivência com a Seca somente neste ano. Segundo o secretário, o Comitê da Seca se reúne semanalmente em Fortaleza e uma vez por mês se faz presente nos municípios. A versão itinerante do comitê, ainda segundo o titular da pasta, já esteve em Independência, Boa Viagem, Crato, Itapipoca, Iguatu, Pedra Branca, Morada Nova e Quixadá. "A ideia principal é ransformar os agricultores e os demais atores sociais em sujeitos que opinam e interferem no futuro do Estado e também recebam informações sobre as obras e as ações do Governo do Ceará", saudou Dedé Teixeira.

"É um momento importante porque não é porque somos uma serra que não temos problemas de água. O problema de falta de água é generalizado no Estado do Ceará e a Ibiapaba precisa debater mais esse assunto importantíssimo e conhecer o esforço realizado pelo governo para que tenhamos solucionado mais esse problema. A gente espera que depois dessa reunião tenhamos algo concreto e as ideias apresentadas aqui sejam levadas ao poder público como forma de dar visibilidade aos anseios da região", observa o secretário municipal de Turismo, Esporte e Meio Ambiente de Ubajara, Glauber Augusto.

“Assumo sempre, como presidente do comitê, o compromisso de encaminhar todas as demandas solicitadas, principalmente pelo meu forte comprometimento com o Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará”, afiança Dedé.

Dentre as obras estruturantes realizadas pelo Governo do Ceará em prol da agricultura estão o Mapeamento do Solo, pelo Projeto São José, com o investimento de R$ 10 milhões, e a entrega  do Projeto Navio Pirata, equipamento com tecnologia de ponta que vai apresentar em detalhes a influência do aquecimento das águas do Oceano Atlântico no clima cearense. "Quanto mais conhecermos o Oceano Atlântico, mais poderemos oferecer uma previsão com um grau de certeza maior", justificou a supervisora do Núcleo de Meteorologia da Funceme, Meire Sakamoto.

Segundo a pesquisadora, que divulgou dados do Monitor da Secas, "o Estado do Ceará  inteiro vive graus diferentes de seca, em maior ou menor severidade". Na Serra da Ibiapaba, por exemplo, o quadro passou a se estabelecer a partir de agosto deste ano e, de lá para cá, reduziu a capacidade hídrica do açude Jaburu em 5,5%, único reservatório da região. A situação é ainda mais preocupante nas regiões do Cariri, Centro-Sul e Vale do Jaguaribe.

Perspectivas



Com o agravamento da situação hídrica do Estado, o sertanejo passa a depositar a fé no próximo ano. "A situação atual nos traz que as águas do Oceano Pacífico estão mais frias que a média (histórica). Isso é um bom sinal porque gera a expectativa de um La Nina para o ano que vem",  observa Sakamoto.

Contudo, o quadro climático "ainda não é certeza de chuva" porque precisa se repetir por cinco bimestres consecutivos até haver a confirmação do  La Nina, fenômeno em que ocorre o resfriamento das águas do Pacífico e grandes precipitações no nordeste brasileiro."A situação do Oceano Pacífico, por exemplo, lembra o início do atual período de seca, entre 2011 e 2012", alerta a pesquisadora da Funceme.

Ponto de vista


O agricultor familiar Célio Gomes, de 26 anos, participou do Comitê Itinerante de Convivência com a Seca com a intenção de solicitar um “implemento” para o trator que pertence à Federação Municipal dos Agricultores de Ubajara (Femac). “A gente trabalha mais com hortaliças, feijão, mandioca e produtos orgânicos, é variado”, narra o morador do Sítio Taboca.

O complemento em questão é um arado que deve servir aos agricultores que integram 41 associações comunitárias da região. “Graças à Deus, nunca sofremos com problema d´água (para consumo humano). Mas para a agricultura a água é difícil. No verão, principalmente, é mais difícil e algumas famílias ficam sem plantar por conta das dificuldades e vão trabalhar em outra atividade”.

ENQUETE: Como avançar na produção rural em meio a baixa recarga de chuvas dos últimos anos?



Joaquim Aristides, 57 anos, agricultor: A solução é construir pequenas barragens por meio de parcerias público-privadas, retendo a água dos nossos rios antes deles chegarem ao Piauí. Hoje, muitos produtores não possuem condição de adquirir as máquinas, mas poderiam colaborar dando o óleo diesel e com a manutenção.


Daniele Alves, ONG Movimento Popular Desperta Ibiapina, 36 anos: A minha sugestão é que as leis ambientais sejam cumpridas. A especulação imobiliária está entrando muito, destruindo os nossos cinturões verdes e soterrando os rios Pituba e Jaburu. Preservar é sempre mais viável do que uma transposição ou qualquer alta tecnologia, e já temos esse potencial.

Assessoria de Comunicação da Secretaria do Desenvolvimento Agrário

André Gurjão -  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Marina Filgueiras - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


 

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