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Cafundó recebe sementes do Hora de Plantar
Qui, 05 de Abril de 2018 10:27

A entrega de sementes de milho híbrido e feijão cauipe foi realizada nesta terça-feira (3), na Comunidade do Cafundó Escondido, município de Choró. A ação faz parte do Projeto Hora de Plantar, do Governo do Ceará, que distribui sementes desde o início do ano aos agricultores familiares. A localidade, de difícil acesso, já tinha sido atendida com 21 cisternas de polietileno do Programa Água para Todos, que foram entregues com ajuda de helicóptero.

“Cada coisa tem sua hora e cada hora seu cuidado”. Para chegar no Cafundó é desse jeito, a cada passo, com cada respiro, a cada voz e desejo. O pensamento da escritora Rachel de Queiroz se traduz na fala da agricultura Eleni Ferreira da Silva, 47 anos, confirmando as chuvas fracas de março. “Mesmo com pouca água o milho já tá perto de brotar; tá mais ou menos assim desse tamanho”, diz feliz a moradora da Comunidade Cafundó do Escondido, cerca de 13 quilômetros da sede do município de Choró, Sertão de Quixeramobim cearense, 180 quilômetros de Fortaleza.

O percurso de cerca de dois quilômetros e meio é de muita subida, mas cercado de uma paisagem que vai trazendo o oxigênio perdido entre as pedras, o barro e as plantas.

Com as sementes de milho e feijão recebidas pelo Projeto Hora de Plantar, do Governo do Ceará, através da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), Eleni já planeja o estoque de uma parte do que recebeu e o plantio da outra metade. A entrega das sementes foi realizada nesta terça-feira (3) por uma equipe da Coope (Coordenadoria de Programas e Projetos Especiais) da SDA, acompanhada pelo secretário municipal de Agricultura de Choró Benedito Paracampos.

Na ocasião, foram entregues 200 quilos de milho híbrido e 200 quilos de feijão cauípe, todas levadas no lombo dos jumentos, que vão subindo a serra sem pestanejar. O acompanhamento é feito por técnicos da Ematerce. Segundo o secretário Paracampos, ainda em abril será assinado um convênio de assistência técnica rural entre a Prefeitura Municipal de Choró e a Ematerce, que atenderá cerca de 240 produtores rurais.

“O que a gente produz vende na feira no Choró ou no Quixadá pra uma pessoa que já é certa. Uma parte a gente mesmo consome aqui. A água que usamos é só pra beber e vem da cisterna ou da cacimba”, conta Eleni.

Cafundó ficou conhecida em 2010 em todo o País, depois de uma reportagem do programa Profissão Repórter mostrar lugares onde os serviços públicos ainda não tinham chegado e ainda não possuir energia elétrica nem sinal de celular. Hoje, é recanto para o retorno de filhos, que saíram em busca de outras oportunidades. “Eu trabalhava numa fazenda, mas o cabra tinha dias que chegava de mal com o mundo e vinha descontar na gente. Aí não dá certo né! Achei melhor voltar e cuidar da minha terra e minha família”, diz o produtor Ednaldo Ferreira da Silva, 32 anos.

As primeiras cisternas de polietileno chegaram em 2017, abastecendo 21 famílias. Mas a operação só foi possível com a participação de uma equipe do Ciopaer (Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social – SSPDS). Atualmente, são 21 cisternas de polietileno e três de placa.

Segundo o coordenador da Coope Aberlardo Camurça, a demanda foi uma conquista da comunidade a partir da reivindicação no Comitê da Seca, presidido pelo secretário da SDA Dedé Teixeira. “Depois da demanda foi um trabalho grande fazer a logística para trazer as cisternas. A Casa Civil, o coronel Nóbrega da Ciopaer, o secretário da SDA, foram fundamentais para atender esse pedido dos moradores”, explica Camurça.

O investimento foi de R$ 142.485,00, sendo recursos do Governo do Ceará com contrapartida de 10% e o restante do Governo Federal, através do Ministério da Integração.

Geração

Apesar de baixo, o milho vai quase desabotoando por entre as pedras onde passam as mulheres, as que comandam a produção, as famílias, a vida e os sonhos em Cafundó e que não escondem o orgulho de pertencimento a um lugar distante mas possível, íngrime e feliz. “Com alguém mora num lugar assim tão longe?” questiona um dos membros da comitiva que leva as sementes.

Edenilson da Silva, 10 anos, já pensa diferente do pai que voltou para cuidar da família e trabalha na roça do milho, feijão e cria pequenas aves, alguns porcos e cabras, que dão o leite necessário pra o alimento diário de todos. O menino, que acorda 4h30 pra pegar o transporte escolar que passa 5h30 na estrada perto da sede do município, pensa em seguir os passos do irmão que mora em São Paulo.

Mas se um dia, por qualquer motivo, precisar voltar, Cafundó estará ali na serra, perdida na mata lá do “sertão, do roçado, e de quem é de lá, quase sempre não consegue viver na cidade sem viver contrariado”. Agora com energia elétrica, água, plantação, criação de animais, telefone e mais dignidade.


Assessoria de Comunicação Secretaria do Desenvolvimento Agrário

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Assessoria de Comunicação Ematerce

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