PEC Nordeste e alternativas de convivência com a seca

20 de junho de 2012 - 20:00

O destaque é para produção da palma forrageira para alimentação humana e animal

A décima sexta edição do Seminário Nordestino de Pecuária (PEC Nordeste) continua encantando visitantes com inovações tecnológicas e alternativas para convivência com a seca. Nessa quarta-feira (21) destacaram-se as palestras e oficinas sobre produção da palma forrageira para o consumo humano e animal.

Numa oficina promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), estudantes de agronomia, nutrição e técnicos agrícolas, aprendem a utilizar a palma forrageira para fazer diversos alimentos como suco, sorvete, pastel, bolo, bolinha de macaxeira, entre outros.

De acordo com a instrutora do Senar, Irací Loiola, a oficina objetiva transmitir conhecimentos básicos e tecnológicos sobre o processamento da palma para alimentação humana. “A ideia é que os participantes sejam multiplicadores das receitas apresentadas aqui”, frisou. Ela acrescenta que a palma forrageira é fácil de cultivar e se adapta muito bem no Semiárido, pois necessita de pouca água para se desenvolver.

Além disso, Iraci Loiola ressalta também as inúmeras propriedades medicinais comprovadas da planta, que atua como agente antidiarréico, proporciona bom funcionamento digestivo, controla o diabetes, o colesterol e previne obesidade e osteoporose.

A palma cultivada no Ceará é apropriada para a produção de receitas alimentares, onde são utilizadas as folhas jovens por ainda não terem o gosto forte e amargo que as adultas possuem. O educador do Senar do Rio Grande do Norte, Sebastião Almeida, ficou entusiasmado com as possibilidades que a palma forrageira apresenta na produção de alimentos para a população. “É uma novidade que eu ainda não conhecia. Achei muito interessante e vou levar essas receitas para o meu Estado”, destacou.

Já a estudante de nutrição, Jamile Morais, também se mostrou surpresa com a quantidade de receitas alimentícias que podem ser feitas a partir da palma. “Estou aprimorando meus conhecimentos para utilizá-los na minha profissão”, lembrou. “Eu nem sabia que era possível fazer sucos de palma e outras receitas”, completou a estudante.

Ração animal

Técnicos da Universidade Federal de Pernambuco ministraram as palestras Plantio e Manutenção da Palma Forrageira e Palma na Alimentação de Animais. Ali, os produtores receberam todas as orientações sobre as formas adequadas para plantio, manutenção e uso da palma forrageira para alimentação do rebanho animal.

O agricultor de Quixadá, Hélio Duarte, aposta na palma forrageira como alternativa para convivência com a seca. “É uma solução viável para o Semiárido”, frisou. Ele cultiva área de um hectare da planta e alimenta um rebanho de 35 cabras e 10 vacas leiteiras.

De acordo com Duarte, a palma produz até 400 toneladas de massa verde por hectare, sem irrigação. Enquanto isso, a cana-de-açúcar produz 180 toneladas, mas se for irrigada.

Assessoria de Comunicação da Secretaria do Desenvolvimento Agrário

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