Engenheiro agrônomo: sintonia com Meio ambiente e produção

11 de setembro de 2015 - 00:00

Regulamentada em 24 de dezembro de 1966, através da Lei 5.194, a profissão de engenheiro agrônomo surgiu no Brasil, na segunda metade segunda metade do século XIX, resultante da gradativa extinção da escravidão, do declínio da cana-de-açúcar no Nordeste e da pecuária no sul.

Neste domingo dia 13 de setembro, quando se comemora o Dia Mundial do Engenheiro Agrônomo, a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) compartilha histórias de quem ajuda a construir a vida no campo, marcada pelo desafio do clima do semiárido. Para o engenheiro agrônomo, doutor em Zootecnia e coordenador de Pecuária da Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará – DAS – Márcio José Alves Peixoto, a atividade profissional vem sofrendo várias transformações, principalmente por conta do desafio das mudanças climáticas e o equilíbrio entre produção e preservação ambiental.

Formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Márcio Peixoto é responsável atualmente por importantes programas que ajudam o agricultor familiar a manter um bom nível de produtividade mesmo diante de um cenário de forte estiagem como uso da palma forrageira e a entrega de kits de inseminação artificial bovina, que vem incrementando a produção de leite no sertão cearense, melhora a genética do rebanho e na melhoria da qualidade do leite.

“De 2011 pra cá estamos desenvolvendo esse importante projeto de reserva alimentar, melhoria genética do rebanho e qualidade do leite. Passamos a reduzir o tamanho do rebanho improdutivo para um rebanho de qualidade produtiva e garantindo a reserva alimentar através do sorgo forrageiro, da palma, passando de uma produção média no Nordeste que era de três litros para cada vaca/dia para oito a 10 litros por animal/dia”, comemora Márcio Peixoto, que faz regularmente o acompanhamento do processo produtivo em vários rebanhos.

“Tivemos recentemente visitando produtor da agricultura familiar numa região, mesmo com chuva de 270 milímetros, os produtores conseguiram produzir 350 litros de leite com apenas 30 animais”, destaca Márcio.

 

Agricultura Familiar

Neste novo cenário, sem dúvida, a agricultura familiar passou a ocupar um espaço de destaque, não só na política do Governo do Estado do Ceará mas, sobretudo, na política do Governo Federal, que incrementou em 2015 20% a mais nos recursos destinados ao Plano Safra 2015/2016.

Essa nova realidade se traduz diretamente na vida dos brasileiros, onde 72% dos alimentos que chegam à mesa vem da agricultura familiar. Manuel Jorge da Silva, 39, do município de Horizonte, Região Metropolitana de Fortaleza, é agricultor familiar desde criança, os pais também eram agricultores e a mãe continua até hoje no ramo das hortaliças.

A especialidade do agricultor é a produção de mel, pois é uma das atividades da agricultura familiar mais rentável. “Hoje eu não sobrevivo da agricultura familiar. Eu vivo tranquilo. Tenho uma casa, moto, uma vida descente. Antigamente, meus pais sobrevivam à muito custo da agricultura”, explica Manuel Jorge, que também cultiva feijão, milho, macaxeira e maxixe.

Os seus produtos são vendidos ao mercado convencional e institucional como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Sua produção é desenvolvida através de unidade familiar, onde os cinco filhos e a esposa também atuam na produção agrícola.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria do Desenvolvimento Agrário

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