Água para Todos: 130 mil tecnologias sociais para produção foram entregues no Semiárido

21 de setembro de 2015 - 10:16

Famílias pobres da região têm a oportunidade de produzir, mesmo em período de estiagem

 

Os agricultores familiares de baixa renda do Semiárido estão tendo mais oportunidades para conviver com a seca da região, produzir alimentos e criar pequenos animais. Até agosto, o governo federal entregou 130 mil tecnologias sociais para produção. São cisternas do tipo calçadão e de enxurrada, barragens subterrâneas e barreiros trincheira, entre outros modelos, com capacidade entre 52 mil e 500 mil litros de água, que armazenam água no período da chuva.

Essas tecnologias sociais simples e de baixo custo se estabeleceram como uma das principais estratégias de convivência com o Semiárido, que abrange os estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais.

Além dos reservatórios, eles têm acesso à assistência técnica especializada, a recursos para investir nas propriedades e à energia elétrica, além de contar com apoio à comercialização da produção, por meio de compras públicas e privadas.

Conviver com a seca também é possível para aqueles que necessitam de água de qualidade para beber, cozinhar e fazer a igiene pessoal, mas que dependiam de carros-pipa ou da água de poços. Andar quilômetros para conseguir água deixou de fazer parte do cenário de muitas famílias brasileiras.

Desde 2003, quando o governo federal começou a construir as cisternas para consumo humano, 1,2 milhão de famílias já foram beneficiadas. Cada reservatório tem capacidade de armazenamento de 16 mil litros de água e atende a uma família de até cinco pessoas num período de estiagem de oito meses.

O processo de construção das cisternas é simples, e a mão de obra é da própria comunidade. O estoque de água proporciona não só autonomia às famílias rurais pobres, como melhores condições de saúde e redução do tempo e esforço gastos nos deslocamentos para a obtenção de água.

O Água para Todos é um programa do governo federal, executada pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Integração Nacional, do Meio Ambiente, além da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), da Fundação Banco do Brasil, da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As ações são executadas em parceria com organizações da sociedade civil, como a Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), estados, consórcio públicos municipais e bancos públicos, como o Banco do Nordeste.

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