Ematerce: dirigentes e extensionistas assistem a aula sobre alimentação alternativa para galinhas caipiras
10 de setembro de 2020 - 13:11
Texto: Antônio José | Imagens: André Gurjão
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) prosseguiu, na manhã de quarta-feira, 9 de setembro de 2020, com o ciclo de videoconferências, transmitidas pelas plataformas Zoom e Youtube, para dirigentes e extensionistas da capital e do interior. A fase teórica ficou a cargo do Engenheiro Agrônomo Antônio Zilval Fonteles, da Gerência de Apoio Técnico (Geate), e a fase prática pelo Zootecnista Francisco Caio Vasconcelos, do escritório de Santana do Acaraú-CE, sendo colaboradora a Professora-Doutora Cláudia Goulart de Abreu.
Na abertura, o presidente da Ematerce, Antonio Rodrigues de Amorim, referiu-se à importância de a empresa preocupar-se com a assistência técnica e gerencial, de qualidade, prestada aos agricultores familiares, seu público-alvo, pelo fato de a criação correta de galinhas caipiras ser um alimento sadio, para consumo familiar, além de uma fonte de renda a mais, que ajuda a melhorar o padrão de vida, mediante a venda de ovos e carne, produtos esses do agrado dos consumidores, tanto das cidades, quanto da zona rural e vendidos a um preço mais elevado no mercado consumidor.
Frisou ainda que, numa reunião, com representantes do Fida (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola), foi perguntado acerca da atuação da Ematerce e ficaram satisfeitos com o que lhes foi informado. Amorim, então, asseverou ser importante, para a empresa, o aprovo do Fida, visto abrir horizontes para empresas de Ater poderem ter esse tipo de atividade financiada por esse Fundo Internacional, o que ajudaria muito o desenvolvimento dessa atividade pecuária.
Destacou, também, que, quando consultou o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, constatou que a Avicultura contribui com 14 bilhões de reais, enquanto o feijão representa 9 bilhões de reais. Mediante a superior arrecadação da Avicultura, a Ematerce pode reforçar a criação de aves, que contribuirá para fortalecer a economia cearense. Como procede, normalmente, ao abrir palestras e reuniões, Amorim agradeceu a presença dos extensionistas e elogiou a iniciativa dos palestrantes, competentes técnicos e especialistas nesse assunto, além da colaboração do grupo da Agroecologia da Ematerce, nas pessoas de Fernanda Aquino e Sidônio Vieira, com a colaboração da Professora-Doutora Cláudia.
O primeiro, a expor seus conhecimentos teóricos, foi Antonio Zilval Fonteles, que agradeceu ao presidente Amorim pelas gentis palavras, a seu respeito, e ao colega Caio, e a colaboração da Doutora e Professora Cláudia Goulart, afora o interesse dos colegas da empresa, que somaram o número superior a 80. Zilval enfatizou serem a soja e o milho essenciais, na alimentação das aves, e os custos de produção representam 70%. Levando em consideração os preços atuais da saca de soja custar R$ 125,00 e a do milho R$ 55,00, tem-se de encontrar alimentos alternativos, para não inviabilizar a criação de galinhas caipiras por parte dos agricultores familiares. Em seguida, com o uso de lâminas, foi iniciada a apresentação do que os palestrantes prepararam, para explanar, com o apoio dos responsáveis pela Agroecologia, no âmbito da Ematerce, os técnicos Sidônio Vieira e Fernanda Aquino, ambos da Geate.
Dentre as lâminas mostradas, destacaram-se o bem-estar animal, ou seja, a qualidade de vida física e mental do animal, as liberdades de movimento, aves livres de fome e sede, de estresse e de doenças, incluindo explicações sobre a funcionalidade das instalações, benfeitorias essas, as quais, associadas à tecnologia adequada ao trabalho, permitem ao agricultor familiar alcançar seus objetivos, desde que pratique as orientações, repassadas pelo extensionista, no tocante à instalação simples, confortável, adaptada à região e com dimensões corretas.
Concernente aos fatores limitantes, na alimentação das aves caipiras, estas devem ter à disposição uma área cercada, sombreada, denominada piquete, para exercício ou alimentação. Foi lembrado que, na área do piquete, a sombra fornece conforto térmico às aves, podendo ser obtida com árvores existentes, ou usando “sombrites”. Quanto aos cuidados com o comedouro e bebedouro, precisam ser instalados em ambientes limpos e de fácil acesso às aves. Também foram explicitados alguns produtos que podem ser acrescentados à agua e à alimentação, que ajudarão a fortalecer o organismo e a saúde delas.
O zootecnista Caio Vasconcelos enfatizou, também, que aves, uma vez alimentadas, de maneira correta, apresentam-se saudáveis, resistentes às doenças e com bons índices de produção, necessitando de proteínas, energia, vitaminas, sais minerais e aminoácidos. Na classificação de alguns alimentos, foi mencionado o volumoso (18% de fibra); do concentrado (18% de fibra); do energético (20% de proteína) e do proteico (20% proteína).
Importante salientar ter sido feita uma abordagem, acerca dos alimentos alternativos, que, dependendo das particularidades de cada região, podem existir alternativas industriais, a exemplo, de cevada, polpa de frutas, raspas de mandioca e sobra de hortigranjeiros. Ainda, em se tratando desses alimentos, devem possuir alta digestibilidade, higienizá-los e processá-los antes do uso, integrá-los, adequadamente, á formulação, utilizar volumosos secos, reduzido teor de fibra (18%) ( de 8 a 9%) e nunca superior a 13%), as raízes (energético), triturá-las e expô-las ao sol, produzir o farelo, armazená-lo, em local apropriado, e, se for folhas (proteico), utilizar o processo de fenação.
Quanto a usar frutas, na alimentação das aves, o agricultor deve adquiri-las fora do padrão, pois auxiliam, na pigmentação da carcaça e da gema do ovo, por ser ricas em vitaminas e sais minerais, agindo até como vermífugos. Já os alimentos funcionais, como folha de bananeira, ajudam a combater vermes nas aves, o limão e acerola, pois têm elevado ácido cítrico e combatem a coriza, o pó de café, este um energético, e o alho, o qual possui 17 antibióticos, Usar, também, a pimenta, o jerimum, que pigmentam a gema do ovo, e o capim, que pendurado no aviário, evita o canibalismo.
Por último, vale salientar terem sido alvos de elogios, os palestrantes, tanto pela comunicação fácil, a metodologia de apresentação e o conteúdo, sem falar das respostas dadas aos participantes, tirando suas dúvidas, o que se conclui – diga-se de passagem – terem todos assistido a uma verdadeira aula virtual em termos de teoria e prática na criação e alimentação de galinhas caipiras.
As obras de manutenção e melhorias nas vias de tráfego do entreposto da Ceasa-CE em Maracanaú seguem em ritmo acelerado. Iniciadas dia 31 de agosto, as obras de recuperação de toda a malha viária da central de abastecimento receberão investimentos da ordem de R$ 4.480.602,97 e serão compostas de seis etapas. A Construtora Copa é a responsável pelas obras.
Nesta primeira etapa, foi realizada a operação tapa buracos, onde serão aplicadas 140 toneladas de asfalto/mês. Também está sendo feita a implantação de paralelepípedo em uma área de 9.948 m², que fica próxima ao galpão do Pronaf. Após, será realizado o recapeamento de uma área de 25.626 m² da central de abastecimento.
Segundo Maximiliano Quintino, presidente da Ceasa-CE, as obras estão seguindo dentro do planejado. “Estamos trabalhando dia e noite para que possamos cumprir o cronograma e finalizarmos a primeira etapa das obras em dezembro, para, assim, iniciarmos o recapeamento de nossa malha viária em janeiro de 2021,” destaca ele.