2ª edição do Terras Secas destaca sustentabilidade e lança plano estadual de combate à desertificação

16 de junho de 2026 - 17:05

Texto e fotos: Ascom SDA, SRH, Sema e Funceme

Ambientalistas, estudantes, especialistas e pesquisadores participaram, nesta terça-feira (16), da segunda edição do evento Terras Secas, realizada na sede da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), em Fortaleza. A iniciativa reuniu representantes de instituições públicas, comunidade acadêmica e organizações ligadas à temática ambiental para discutir os desafios e as soluções voltadas à convivência sustentável com o semiárido cearense.

Realizado pela SDA, pela Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), pela Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH) e pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o encontro teve como tema “Prevenir a desertificação e fortalecer a sustentabilidade no semiárido”. A programação abordou estratégias de adaptação às mudanças climáticas, ações de restauração da Caatinga e alternativas para impulsionar o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.

Representando a secretário da SDA, Taumaturgo Júnior, o secretário executivo Marcos Jacinto destacou a importância da articulação entre diferentes setores da sociedade para o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas e da desertificação. “Para a Secretaria do Desenvolvimento Agrário, tivemos muita alegria de ter sediado a segunda edição do seminário Terras Secas, um momento importante de reunir a academia, pesquisadores, professores, técnicos e técnicas, agentes públicos, para um amplo debate sobre as mudanças climáticas e o combate à desertificação. E dentro da programação, além de todos esses painéis, as mesas de debate, a gente teve dois momentos importantes, que foi o lançamento do Plano Brasileiro de Combate à Desertificação aqui no Estado do Ceará e também o lançamento do Plano Estadual de Combate à Desertificação. Então é essa a perspectiva, para a gente poder juntar governos, sociedade civil, para que a gente possa ampliar o debate, mas também fortalecer as ações e as políticas que possam mitigar os efeitos das mudanças climáticas e também da desertificação aqui no nosso Ceará”, destacou.

O secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Ramon Rodrigues, ressaltou a relevância do evento para integrar experiências e transformar estudos em ações concretas voltadas ao desenvolvimento sustentável do semiárido. “Este é um importante evento para a troca de experiências e boas práticas no combate à desertificação e às mudanças climáticas. Apesar de ser um tema discutido há muitos anos, ainda há muito a ser feito, principalmente em relação à sustentabilidade do nosso bioma. Hoje, contamos com a participação de representantes dos governos federal, estadual e municipal, além do Poder Legislativo, que buscam integrar ações já desenvolvidas e estudos realizados, transformando-os em projetos concretos capazes de gerar mais sustentabilidade para as comunidades do semiárido nordestino”, detalhou o titular da SRH.

Intercâmbio de experiências e lançamento de plano estadual

Além dos debates, o evento serviu como espaço para o intercâmbio de experiências e conhecimentos entre pesquisadores, gestores públicos e especialistas que atuam na preservação ambiental e na gestão dos recursos naturais no Ceará. O diretor técnico da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Francisco Vasconcelos Júnior, destacou a importância da integração entre ciência e gestão pública no enfrentamento dos desafios climáticos do semiárido.

“O papel da Funceme no Terras Secas 2 é unir a ciência climática com a informação, trazendo dados e informações espaciais que contribuam para o desenvolvimento, a produção e também para a tomada de decisão do agricultor, permitindo que ele aprimore sua produção dentro do nosso semiárido. As mudanças do clima trazem uma pressão cada vez maior para essa região. Contudo, a conexão com a SRH, a Sema e, principalmente, o trabalho integrado entre as instituições nos fortalece na construção da resiliência necessária para enfrentar esses desafios.”, afirmou o representante da Funceme.

Durante a programação, foi lançado o Plano de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca do Ceará (PAE-CE), instrumento estratégico que orientará ações de enfrentamento à degradação ambiental e fortalecimento da resiliência das populações que vivem nas áreas suscetíveis à desertificação.

A secretária executiva de Planejamento e Gestão Interna da Sema, Karyna Leal, destacou o caráter participativo da construção do documento e sua importância para o futuro sustentável do estado. “Hoje entregamos um plano que passou por rigoroso processo de atualização e que foi construído de forma participativa. Ele é o resultado do diálogo, da ciência e da sabedoria e conhecimento popular. E coube a Sema a responsabilidade de conduzir essa revisão e atualização. O que só foi possível graças ao apoio fundamental do MMA, do Proades, e claro, das equipes técnicas da Sema, SDA, SRH e Funceme. O PAE não é apenas um documento com um conjunto de regras e metas. Trata-se de um pacto em prol da sustentabilidade local e regional. Um caminho para a ação. Escolhemos desafiar a desertificação e transformar a terra seca em terra de oportunidades”, pontuou.